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Naturalmente artificial » Aprenda a utilizar arranjos de flores artificiais na decoração da casa Tecnologia e bom gosto têm permitido a criação de arranjos florais, frutas e outros itens que imitam com perfeição os reais. Saiba como e quando usá-los

Júnia Leticia - Estado de Minas

Publicação: 17/06/2012 11:16 Atualização: 17/06/2012 12:01

Comprar produtos de qualidade é o primeiro passo para não deixar o ambiente brega, segundo a arquiteta Flávia Soares (Eduardo de Almeida/RA studio)
Comprar produtos de qualidade é o primeiro passo para não deixar o ambiente brega, segundo a arquiteta Flávia Soares


Sucesso na decoração dos anos 1960 e 1970, elas agora voltaram com tudo. Quem não se lembra das flores, plantas e frutas que faziam parte da decoração da casa de nossas mães e avós? Com cores muitas vezes berrantes, hoje aquela moda nos faz pensar em algo cafona e bem artificial. Atualmente, isso mudou. A fabricação dessas peças evoluiu e muitas são tão reais que é necessário tocá-las para se certificar de que não são verdadeiras. Mas para que a decoração alcance o efeito desejado, é preciso saber escolher entre as diversas opções disponíveis no mercado.

Feito isso, o consumidor ganha em praticidade e beleza, que podem ser levadas a quase todos os ambientes, como explica a arquiteta Sandra Diniz. “Podem ser usados em jarras, jardineiras, cachepôs, enfim, em qualquer espaço destinado às plantas naturais, apenas não sendo recomendados para áreas externas”.

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Para a arquiteta Flávia Soares, flores, plantas e frutas artificiais só devem ser especificadas em projetos em que não há nenhum tipo de iluminação natural. “Ou caso não haja possibilidade de ter o cuidado que as plantas necessitam. Com essas soluções, podemos conseguir espaços harmoniosos e com o aconchego que a natureza proporciona”, acredita.

As cópias devem ser usadas em ambientes que se assemelham ao qual a espécie verdadeira seria indicada. Detalhes como esse ajudam a ter um resultado mais perto do original (Eduardo de Almeida/RA studio)
As cópias devem ser usadas em ambientes que se assemelham ao qual a espécie verdadeira seria indicada. Detalhes como esse ajudam a ter um resultado mais perto do original


Se a opção for pelas flores, a arquiteta Valéria Alves diz que deve-se considerar o tamanho do arranjo em relação ao espaço e a base em que ele será colocado. “O ambiente é muito importante para avaliar o modelo a ser utilizado, se de frutas, galhos ou flores. A escolha vai determinar a conotação desejada ao ambiente”, explica.

A arquiteta garante que os resultados são ótimos quando se acerta nas escolhas dos arranjos e do local para colocá-los. “Hoje, as réplicas artificiais de plantas, flores e frutas são muito próximas do real, diferentemente dos modelos antigos. A qualidade das réplicas é tão perfeita que você tem de tocá-las para ter certeza de que é uma cópia”, confirma Valéria Alves.

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


Sandra Diniz confirma que a alta qualidade dos produtos disponíveis para compra possibilita efeitos equiparados às composições com flores e plantas naturais, “com a vantagem de se obter um arranjo de aparência permanentemente esplendorosa. Por isso, as substituições de flores e plantas ornamentais devem se aproximar das naturais, o que proporciona um arranjo de aspecto natural”, indica.

Para conseguir esse efeito, a arquiteta diz que, ao fazer os arranjos artificiais, devem ser observados os mesmo cuidados tomados ao montar os naturais. “É preciso que se observe a forma, as proporções com a peça onde será colocada e com o ambiente, e o vaso ter um volume em que as flores ou plantas sejam valorizadas”, conta Sandra.

A arquiteta Valéria Alves diz que a qualidade das réplicas vendidas atualmente
é perfeita (Eduardo de Almeida/RA studio)
A arquiteta Valéria Alves diz que a qualidade das réplicas vendidas atualmente é perfeita


INSPIRAÇÃO
Para fugir do óbvio, a dica de Valéria Alves é usar a criatividade na composição das peças. Ao usar frutas artificiais na cozinha, a arquiteta sugere colocá-las em uma base arrojada. “Com uma barca em cristal colorido – o tamanho depende das medidas da mesa –, você pode fazer uma cozinha única. Outra opção seria colocar várias frutas em um cesto com aro, sem misturar muitos tipos e cores. Faça de uma das cores como base para colocação das demais.”

A criatividade no uso de plantas e flores artificiais pode ser levada também para outros ambientes da casa, como aponta Valéria. “Nas salas, a mistura de flores, plantas e folhas em uma única base pode fazer com que o adorno fique bastante arrojado. Nos quartos, podem ser usados pequenos vasos nas janelas com arranjo de flores, galhos e folhas.”

A arquiteta Giselle Madeira diz que caso se opte por usar flores na mesa de jantar o arranjo não deve ser muito alto e nem as flores muito chamativas, para não atrapalhar a conversação. “Os lugares principais para as flores e plantas artificiais são as áreas de passagem, pois ali as pessoas não têm tempo de ficar observando se a planta é natural ou artificial.”

Para a arquiteta Sandra Diniz, evitar itens volumosos ajuda a manter a harmonia do adorno dentro da decoração (Eduardo de Almeida/RA studio)
Para a arquiteta Sandra Diniz, evitar itens volumosos ajuda a manter a harmonia do adorno dentro da decoração


ATENÇÃO PARA NÃO EXAGERAR
Especialistas ensinam como ter harmonia no uso de peças artificiais e evitar ambientes sobrecarregados. Investir em peças de bom acabamento ajuda a obter maior naturalidade


Se mesmo com as dicas dadas por profissionais você não sentir segurança para investir na ideia de uma decoração artificial, há alguns critérios que podem ser seguidos para evitar que os espaços fiquem cafonas. “O brega, normalmente, consiste no exagero, na falta de harmonia do adorno com o ambiente, com a proposta da decoração desse espaço. Um cachepô com um volume exagerado de planta ornamental tende a deixar este recurso brega”, aponta a arquiteta Sandra Diniz.

Para acertar na composição, é preciso, também, escolher a peça – flor, planta ou fruta – o mais aproximado da natural, conforme Sandra. “Sem substituição por cores completamente artificiais ou materiais de baixa qualidade. Nada mais feio do que uma flor de tecido com a borda esgarçada”, ressalta. A arquiteta Flávia Soares confirma que o principal critério a ser observado para que uma decoração não fique brega é investir em flores, frutas e plantas artificiais de qualidade. “Outro critério para a harmonia do ambiente é deixar as flores fora do alcance das mãos, para que pareçam mais reais.”

A escolha das cores e do material contribui, e muito, para uma maior harmonia nos ambientes, conforme a arquiteta Giselle Madeira. “Existem vários tipos de texturas, materiais e cores no mercado. Se você não quiser errar, opte pelos tons neutros, olhe se o verde das folhas parece natural. Hoje, no mercado, existem as flores de silicone, que parecem muito reais. É uma boa escolha”, sugere. Para começar a procurar, opções não faltam. A arquiteta Valéria Alves diz que as peças podem ser encontradas em lojas especializadas de vendas de flores artificiais, de adornos e complementos para casa, de departamentos, supermercado e em sites especializados.

Na hora de se decidir, a arquiteta enfatiza que é necessário escolher aquelas que estejam muito próximas da cor e modelo natural. “Olhe com cuidado os detalhes, como a intensidade da cor. Algumas flores chegam a ter raízes que valorizam o arranjo. As folhas devem ser macias e não ásperas, os espinhos também dão autenticidade à peça”, observa Valéria.

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


Apesar de não se compararem às naturais, devido à sua qualidade, essas peças estão sendo cada vez mais usadas. A facilidade de manutenção e de cuidados contribuiu para isso. Para saber qual é a melhor opção em cada ambiente, Giselle aponta opções que são infalíveis. “Flores leves e neutras, como as orquídeas e os lírios, sempre estão em alta na decoração. Pode usá-las sem medo de errar e sua casa ficará com um ar elegante”, indica a arquiteta. Na hora de posicioná-las no ambiente, a dica é seguir a regra de utilização das plantas naturais. “Nos banheiros que recebem muita luz e pouco sol, pode abusar das orquídeas. No quarto, rosas e flores do campo. Siga as mesmas instruções de uso para arranjos naturais. Assim, os artificiais ficam com aspecto ainda mais natural”, explica Valéria.

INVESTIMENTO


Para quem quer investir nas plantas artificiais, a arquiteta informa que o valor das peças é bem diversificado. “Depende do arranjo escolhido, pois será considerado o número de hastes, folhas, raízes, entre outros. O tipo e a qualidade do acabamento da planta farão a diferença. Uma orquídea pode custar de R$ 15 a R$ 250.”

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Para quem quiser escolher as plantas por conta própria, Giselle Madeira diz que basta percorrer as lojas especializadas. “Qualquer pessoa pode escolher as flores artificiais. Lembrando sempre de optar pelas que mais se assemelham com as naturais em cor, textura, altura, entre outros”, reitera. Não é necessário um projeto especial para montar arranjos artificiais para decorar e, em algumas lojas especializadas, a um profissional especializado indicará o que mais harmonizará com o ambiente.

PALESTRA
O Ciclo de Palestra Docol traz a Belo Horizonte a designer de produtos Baba Vacaro e o arquiteto especialista em iluminação Guinter Parschalk para apresentar Formas e sentidos: uma visão da arquitetura e do design. A dupla apresentará seus universos de conhecimento, além de promover uma experiência lúdica e participativa, revelando alguns mistérios da percepção visual. A palestra, nesta terça-feira, dia 19, tem entrada gratuita. Inscrições e informações no telefone 0800-7712348.

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


CUIDAR PARA DURAR

Apesar de serem mais práticas e duráveis, as plantas artificiais não dispensam cuidados para que fiquem sempre belas. Essa manutenção deve ser feita de acordo com o material utilizado na fabricação das peças. “A maioria delas pode ser lavada, algumas até mesmo escovadas. Nas mais delicadas, passe somente um pano úmido e, para aquelas aveludadas, use um aspirador de pó com potência moderada”, diz a arquiteta Valéria Alves. Por isso, é essencial observar as especificações de cada fornecedor para fazer a higienização das peças. A limpeza é um quesito importante quando se trata deste tipo de arranjo. Também é necessário atenção especial nas cores e viço. Quando começar a desbotar, é hora de substituir.

O local onde elas ficarão expostas também influencia na sua manutenção. Afinal, assim como as naturais, as plantas artificiais sofrem com as intempéries. “Não deixar as flores expostas muito tempo ao sol também ajuda a não desbotar a cor”, comenta Giselle.

Além desses cuidados, para ter uma decoração artificial de encher os olhos, sem correr o risco de errar, a dica é não misturar vários tipos de flores e usar flores com apenas uma cor, verde para as folhas e tons sóbrios (marrom) para galhos secos e desidratados, conforme Valéria Alves. “Isso se não conseguir fazer uma boa composição de cores”, completa.

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


SUPORTE A escolha correta de vasos e bases também é muito importante na composição. Por isso, a indicação de Valéria é investir em peças com cores neutras, como bege, marrom e cinza. “Caso opte pela base incolor, cuidado para as hastes não ficarem dobradas e aparentes dentro do vaso. Isso vai acabar com seu arranjo. Se for preencher o centro de uma peça incolor, cuidado com o material a ser usado, pois ele pode interferir no resultado do arranjo.”

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Mesmo com todos esses cuidados e com a diversidade de opções para decorar os espaços, há ambientes nos quais a presença das plantas artificiais é vedada, de acordo com Flávia Soares. “Não dá certo usá-las em ambientes muito sofisticados e nos quais os visitantes venham a passar muito tempo e possam perceber que são artificiais. O espaço não pode ficar com cara de artificial”, alerta.

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